quinta-feira, 19 de junho de 2008

A vida nos prega peças

Ontem fui atinginda em meu íntimo. Quando escutei boas verdades a respeito de meus erros. Talvez os meus maiores medos. Ou a grande verdade que sempre neguei desde pequena. Realmente foi algo que corroeu o meu coração aos poucos. E que foi endurecendo com o passar dos anos. Após a perda, escutei que virei a mãe dos meus próprios pais. Além de uma grande percepção que muito me emocionou. O incrível é que nestas ocasiões as lágrimas caem grossas e pesadas. A gargante se comprime, fica difícil falar ou emitir qualquer som. Até mesmo o choro é silencioso e doloroso.

Perguntei a uma amiga se em suas sessões ela chorava, defendi que o choro era um sinal de que a couraça havia sido penetrada, e que as emoções estivessem reveladas. Porque mesmo num tratamento existe a resistência de revelar realmente os conflitos internos. Sugeri a escrita e assim o tratamento evoluiu.

Pela tarde participei de um programa na tv e obviamente minhas emoções ainda estavam latentes e o choro foi inevitável.

À noite houve a grande surpresa, a ligação de alguém que eu já havia desconsiderado. Ele questionou o meu sumiço. Prometi que manteria o contato.

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