Diante daquelas reclamações, das pré-concepções estava um clamor por ajuda. Das queixas, das auto-análises com tom de confissão havia a ansiedade ao extremo. O descontrole, a gula, a compulsão pelos doces que escondiam os seus mais íntimos segredos. A psicóloga que apenas recebia e muito bem pelas consultas que nada adiantavam. O psiquiatra que sequer conversava e restringia-se somente à prescrição das drogas controladas. Não sabemos mais que atitude tomar. Os frequentes conselhos, as observações são inúteis. Até que ponto existe mesmo o controle da enfermidade com os psicotrópicos, e neste contexto existe força de vontade??? Irei consultar pois não compreendo a vontade de mudar versus a preguiça de mudar. Ou melhor: a vontade de emagrecer versus a inconsciência de que somente em boca fechada não se ganha um quilo.
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Há 14 anos

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